Olá, leitores! Hoje falaremos sobre a utilidade da Inteligência Artificial
Generativa na educação, com base no texto “A IA Generativa: Dilemas e Desafios da
Educação”, de Lucia Santaella,
e na aula de Educação, Comunicação e
Tecnologias Digitais realizada no dia 03/07/2025.
A Inteligência Artificial (IA)
Generativa refere-se a “uma família de sistemas” (Santaella, 2024) que cria
imagens, textos, entre outros, a partir de comandos de voz e escritos. Chamou-nos a atenção que, apesar de sua
recente popularização, essa tecnologia é estudada desde 1956 e passou por diversas fases até se tornar o que é hoje,
incluindo momentos de exploração, estagnação, ressurgimento e, finalmente,
explosão.
Em maio de 2024, foi lançado o
ChatGPT
4, um tipo de IA, marcando um momento em que o mundo conheceu mais profundamente
suas utilidades, especialmente com a adesão de
estudantes a essa tecnologia. Com base nesse contexto, seria
correto afirmar que os sistemas educacionais se prepararam para o
"boom" desse meio tecnológico? Na verdade, não; as escolas ainda não
sabem como lidar com as diferentes formas de utilização desse recurso, pois a
formação de educadores e gestores não incluiu essa discussão.
Assim, é fundamental que esses mediadores de conhecimento aprendam a
utilizar a IA e conheçam suas vantagens
e desvantagens. Um exemplo positivo é solicitar que esse método faça a
correção de um texto, adequando-o à norma-padrão ou apenas apontando erros;
essas ações podem facilitar a compreensão do tema e evidenciar quais mudanças
são importantes na escrita do usuário. No entanto, é importante destacar que as
IAs não estão sempre corretas,
portanto, é necessário ter um entendimento
básico sobre o que se está solicitando para identificar possíveis lacunas
ou incorreções.
Quando o professor compreende essas atribuições e consegue explorá-las com
facilidade, ele pode ensinar aos alunos
a manusear a IA demonstrando que ela pode auxiliar em diversos aspectos,
inclusive no aprendizado. Isso contribui com o trabalho do educador,
que pode utilizá-la para planejar aulas e gerar novas ideias.
Como mencionado anteriormente, essa tecnologia não é isenta de desvantagens.
Além de erros de pesquisa, a IA não
consegue produzir algo completamente original, resultando em plágios de escritores e artistas, o que
dificulta a identificação dessas ocorrências. Além disso, a IA não considera nuances humanas; por exemplo, se você
solicitar um planejamento de aula, o resultado não incluirá ajustes para
imprevistos, algo comum em salas de aula.
Dentre essas questões, o plágio é particularmente preocupante, pois diminui
a importância dos artistas, especialmente os autônomos, e pode prejudicar
aqueles que utilizam obras sem verificar se foram plagiadas, colocando-os em
risco de processos judiciais. Nesse
sentido, o conhecimento sobre IA torna-se cada vez mais essencial para a formação docente. Professores que
dominam essa tecnologia desenvolvem uma postura mais crítica e estratégica diante das mudanças contemporâneas. Ao
incorporar a IA de forma consciente e ética, o educador se posiciona como
agente ativo na construção de um futuro
escolar mais adaptável, inclusivo e conectado com a realidade digital dos alunos.
Link do texto: https://profedmeasantos.s3.us-east 2.amazonaws.com/prod/pdfs/CHATGPT%20E%20OUTRAS%20INTELIGE%CC%82NCIAS%20ARTIFICIAIS%20of.pdf
Notícia informativa sobre o assunto: Inteligência artificial na educação é debatida por Brics — Ministério da Educação